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Consumo de medicamentos psicotrópicos: análisis de recetas médicas ambulatorias como base para estudios de problemas relacionados con medicamentos

 

Psychotropic drug consumption: analysis of ambulatory setting prescriptions as basis for drug-related problems studies

Consumo de psicotrópicos: análise das prescrições ambulatoriais como base para estudos de problemas relacionados com medicamentos
Seguimiento Farmacoterapéutico 2004; 2(4): 250-266
Elza Conceição de Oliveira SEBASTIÃO, Irene Rosemir PELÁ.
Resumen

El presente trabajo tuvo el objetivo de discutir el consumo de los psicotropos autorizados por la Secretaría Municipal de Salud de Ribeirão Preto (SMSRP), São Paulo (Brasil) en 2001. Los datos se obtuvieron de las plantillas mensuales de las unidades de farmacia, archivadas en la División de Farmacia de la SMSRP y se expresaron en DDD por 10.000 habitantes/día, para cada especialidad farmacéutica. El ansiolítico diazepam (DZP) fue el psicotropo más consumido (DDD/10000=96,8), seguido por el fenobarbital (DDD/10000=32,8). De los antidepresivos, la amitriptilina (AMT) fue el más consumido y el 4º entre todos los pricotropos (DDD/10000=18,6). Se observó una tendencia creciente en el consumo de DZP y AMT, siendo la mayoría de las prescripciones hechas por especialistas en psiquiatría (53 y 60% respectivamente), y el resto del consumo tuvo origen en las prescripciones de las clínicas de neurología, reumatología y ambulatorio de SIDA. El presente trabajo concluye que el consumo del consumo de antidepresivos sugiere una gran utilización para fines no psiquiátricos, especialmente de la AMT, destacando su utilización en analgesia. Concluye que aunque los datos obtenidos no son suficientes para determinar el riesgo-costo-beneficio de estos tratamientos, ni los factores determinantes del consumo de psicotropos, pero indican la necesidad de evaluaciones multidimensionales para verificar la existencia o no de medicalización de los síntomas por la medicina no psiquiátrica y sus consecuencias iatrogénicas.

 

Palabras clave: Farmacoepidemiología. Psicotropos. Antidepresivos. Ansiolíticos. Estudios de utilización de medicamentos.
Abstract
Present study aimed to discuss consumption of psychotropic registered by Health Municipal Secretariat of Ribeirão Preto (SMSRP), São Paulo (Brazil) in 2001. Data were gathered from monthly records of Pharmacy Units, kept in Pharmacy Department of SMSRP, and were expressed in DDD per 10.000 inhabitants/day, for each pharmaceutical. Diazepam (DZP) was the most used anxiolytic (DDD/10000=96.8), followed by phenobarbital (DDD/10000=32.8). Amitriptyline was the most used antidepressant, and the 4th among all psychotropic drugs (DDD/10000=18.6). A increasing trend in DZP and AMT consumption was observed, being most of the prescriptions done by psychiatry specialists (53 and 60%, respectively), while the rest was originated in neurology, rheumatology and ambulatory AIDS clinics. The present study concludes that antidepressant consumption suggests a great use in non-psychiatric use, specially AMT, pointing out its use in analgesia. It also concludes that although data are not enough to obtain risk-cost-benefit of this drugs, neither factors determining psychotropic consumption, they point to the necessity of multy-dimensional assessments to verify existence of symptoms medicalization by non-psychiatric medicine, and their iatrogenic consequences.

Keywords: Pharmacoepidemiology. Psychotropic drugs. Antidepressants. Anxiolytic drugs. Drug utilization studies.
Resumo
O presente trabalho teve o objetivo de discutir o consumo dos psicotrópicos padronizados pela Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto (SMSRP), São Paulo, Brasil, em 2001. Os dados foram obtidos das planilhas mensais das unidades de farmácia, arquivados na Divisão de Farmácia da SMSRP e foram expressos em DDD por 10.000 habitantes/dia, para cada especialidade farmacêutica. O ansiolítico diazepam (DZP) foi o psicotrópico mais consumido (DDD/10000=96,8), seguido pelo fenobarbital (DDD/10000=32,8). Dos antidepressivos, a amitriptilina (AMT) foi o mais consumido e o 4º dentre todos os psicotrópicos (DDD/10000=18,6). Foi observada uma tendência crescente de consumo de DPZ e AMT, sendo que a maioria das prescrições de ansiolíticos e antidepressivos foi feita por especialistas em psiquiatria (53 e 60%, respectivamente), o restante do consumo teve origem nas prescrições das clínicas de neurologia, reumatologia e ambulatório de AIDS. O presente trabalho leva à conclusão de que o consumo de antidepressivos sugere grande utilização para fins não psiquiátricos, especialmente da AMT, endossando sua utilização em analgesia. Conclui ainda que os dados obtidos não são suficientes para determinar o risco-custo-benefício destas terapias, nem os fatores determinantes do consumo de psicotrópicos, mas indicam necessidade de avaliações multidimensionais para a verificação da existência ou não de medicalização de sintomas pela medicina não psiquiátrica e suas conseqüências iatrogênicas.
Palabras chave: Farmacoepidemiologia, psicotrópicos, antidepressivos, ansiolíticos, estudos de utilização de medicamentos, consumo.
 
 
 

 

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